Domingo, 10 de Outubro de 2010

Os 15 minutos de fama da Câmara Municipal de Almada

A Câmara Municipal de Almada comprou 19 anuncios de televisão em 2009

Custo total: 165.987,48 €

SIC – Inserção de Spot promocional – Spot Institucional
SIC - Inserção de Spot promocional
SIC - Spot Publicitário Almada Fashion
SIC – Inserção de Spot Promocional - Carnaval 2009
SIC - Inserção de Spot Promocional – Aniversário do 25 de Abril
SIC - Inserção de Spot Promocional de 15” – Divulgação da Quinzena da Juventude
SIC - Inserção de Spot Promocional “Conferência Alterações ClimáticaS”:
RTP - Inserção de Spot Institucional
RTP - Spot Publicitário Almada Fashion
RTP - Spot Publicitário COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL
RTP - Spot Publicitário Carnaval 2009
RTP - Spot Publicitário COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL
RTP - Spot Publicitário – CONFERÊNCIA ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
TVI - Inserção Spot Promocional
TVI - Spot Publicitário Almada Fashion
TVI - Inserção Spot Promocional – CONFERÊNCIA ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
TVI - Inserção de Spot Promocional – MOSTRA DE ENSINO SUPERIOR
TVI - Inserção de Spot Promocional – CARNAVAL 2009
TVI - Inserção Spot Promocional – COMEMORAÇÃO DO 35º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL
TVI - Inserção Spot Promocional – QUINZENA DA JUVENTUDE

Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

A luta continua, mas contra quem?

Depois de no final do mês de Julho quase todos os murais da CDU na cidade de Almada terem sido misteriosamente pintados de branco durante a noite, a JCP e o PCP deram inicio no dia 6 de Agosto a uma jornada para repor todas a pinturas e completarem o seu espólio com ainda mais murais, reclamando Liberdade de Expressão na luta pelos trabalhadores “que se trava também com pincéis, sprays e moldes”.

A JCP afirma que serem a única juventude partidária em Portugal que pinta murais é uma imagem de marca que não querem perder. Os murais «obrigam as pessoas a pensar», disse um militante entrevistado para o Jornal Avante. É uma “uma excelente forma de demonstrar o vigor do Partido, cujos militantes estão na rua, a dar a cara”.

A luta pelos direitos dos trabalhadores feita através de murais? Que trabalhadores posso ajudar pintando um “Lenine” à porta de casa de alguém? E já nem julgo o valor artístico-cultural dos murais ou das frases “Festa do Avante 2010” e “Não há festa como esta”, claramente carregadas de profundo significado artístico e um verdadeiro exemplo da política laboral defendida pelo PCP.


Álvaro Cunhal passou treze anos na cadeia por lutar contra o fascismo, sete dos quais em isolamento total. Foi preso pela primeira vez apenas com 24 anos. A isso é que se chama “luta”! Recusou-se sempre a falar sobre si próprio, dando todo espaço que lhe era dedicado à divulgação do ideal e a única vez que o fez disse apenas morrerei comunista.

Este jovens, sem qualquer motivação política, são recrutados no portão da escola. Nunca foram a uma assembleia municipal, não têm qualquer bandeira, projecto, ideia ou opinião sobre a cidade. Nunca denunciaram problemas, nem se preocuparam remotamente com isso. São o espelho desta juventude partidária que se arrasta na sombra de um partido de moribundos. Resumem-se à pura existência e a sua única actividade é fazer pinturas. É esta a juventude do mais antigo partido português…

Militão Ribeiro foi um destacado dirigente comunista que morreu em Janeiro de 1950, no decurso de uma greve de fome na Penitenciária de Lisboa. Momentos antes de falecer, escreveu uma carta com o seu próprio sangue aos camaradas de partido:

«… Tenho sofrido o que um ser humano pode sofrer. Nem sei como tenho tido forças para tanto. Mas com todo este sofrimento nunca deixei de ter fé na nossa causa. Sei que venceremos. Desde sempre mantive a disposição de dar a vida pelo Partido em todas as circunstâncias, assim como a dou de forma horrível e cheia de sofrimento. Mesmo quase já um cadáver ainda fui esbofeteado por um agente. Dores, insónias, fome, agonias, tudo tenho sofrido nestes sete meses, quase sempre de cama, sem me poder mexer…».

Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Teatro é azul, mas o céu está negro

Teatro Axul

O meu projecto para Almada sempre passou por criar um evento que colocasse a cidade nomapa, que atraísse pessoas, mas que ao mesmo tempo envolvesse a comunidade num único objectivo. A Câmara Municipal também assim o desejava e por isso criou o Festival de Teatro de Almada (cuja edição deste ano é apresentada hoje), o maior do país e cuja qualidade é reconhecida pelos maiores nomes da arte em Portugal. No entanto, o Festival de Almada só envolve a comunidade quando é para o financiar. E não é pouco!

Podia aceitar esse sacrifício se Almada fosse uma cidade perfeita e quisesse estar um passo além. Actualmente, é dar um passo maior que a perna, considerando os cortes orçamentais que as Câmaras vão ter de ponderar fazer com a crise. Na verdade, eu não tenho passeios na minha freguesia e a maior parte das estradas municipais está num estado tal que preferia que fossem em terra batida. Prioridades?

Quando se questiona este projecto, a CMA reage quase como se fosse uma ofensa pessoal. É um favor que estão a fazer à cidade ao oferecer este tipo de proposta cultural à população. O ambiente é tão pesado à volta deste tema que se alguém votasse contra o financiamento do teatro numa reunião de Câmara por não aceitar o sacrifício envolvido, ainda saía ridicularizado por não queres apoiar um evento destes.

A consulta da população e a gestão participada fazem parte do normal decorrer da actividade autárquica na nossa cidade e sem dúvida que fomos pioneiros na utilização desse instrumentos de decisão. Deviam, porém, questionar a população sobre de que forma quer ver investida a sua contribuição autárquica (das mais altas do país, por sinal). Deviam e podiam, mas não o fazem porque têm medo que todos os almadenses lhes respondam como eu responderia: “Não quero financiar o palácio de riqueza obscena em que se transformou a Companhia de Teatro de Almada e acho promíscuo que o seu Director surja nas listas do PCP à Assembleia Municipal”.

Teatro Azul faz-me lembrar "saco azul".

Beatriz Ferreira

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Jovens Rumo ao Interior


Nós somos um grupo de jovens que se encontra a lançar o projecto Jovens Rumo ao Interior que teve início com um desafio lançado pela Universidade de Verão da JSD aos grupos de trabalho para criarem uma proposta para o programa eleitoral da JSD, baseado numa das causas do síto Novo Portugal.

Na nossa proposta defendemos a criação de parques tecnológicos e incubadoras de empresas como forma de desenvolver o interior e apoiar os jovens nas suas terras.

Não falamos em inglês técnico. Falamos em português para todos os jovens portugueses.
Falamos de Coesão Territorial, de Emprego e Inovação. Queremos apostar na inovação e nas novas ideias cá dentro. Queremos crescer cá dentro, a pensar no interior.O interior de Portugal espera por oportunidades e os jovens do interior esperam que o país lhes dê condições para sonhar mais alto cá dentro, em vez do obrigar a ir para fora.Queremos que se crie emprego no interior e uma identidade que prenda emocionalmente e economicamente os jovens às suas terras natais.

Vê o nosso vídeo -
http://www.youtube.com/watch?v=Mg0XCs9OJqI

JUNTA-TE A NÓS E CONTRIBUI COM A TUA OPINIÃO!

http://jovensrumoaointerior.blogspot.com/
http://www.facebook.com/home.php#/group.php?gid=245036795623&ref=mf
http://twitter.com/Grupoencarnado

grupoencarnadouv09@gmail.com

Jovens Rumo AO Futuro




O projecto Jovens Rumo ao Interior teve início com um desafio lançado pela Universidade de Verão da JSD aos grupos de trabalho para criarem uma proposta para o programa eleitoral da JSD, baseado numa das causas do síto Novo Portugal.

Essas propostas deveriam ser apresentadas em vídeo, cujo conceito seria criado por nós, bem como a realização e a produção. A originalidade, o equilibrio, a mensagem e a qualidade foram avaliados e os comentários do juri foram prestigiantes para todos os grupos. Com parcos meios de filmagem, cenários improvisádos e, na maioria dos casos, sem experiencia de montagem, conseguimos o que muitas pessoas pagam para ter. Estamos todos de parabéns!


Grupo Amarelo


Grupo Azul


Grupo Beje


Grupo Castanho


Grupo Cinzento


Grupo Laranja


Grupo Rosa


Grupo Roxo


Grupo Verde


Sábado, 11 de Julho de 2009

Alterações Climáticas: uma ameaça ou uma oportunidade?

Assume-se na comunidade científica e na sociedade em geral que o clima está a mudar, que os trinta anos que passaram não serão semelhantes em termos de temperaturas e fenómenos climáticos, aos trinta anos que se seguirão.

Ao longo da história da Terra, mudanças semelhantes às que sentimos hoje sucederam-se, culminando no Planeta que conhecemos e cujas condições permitem albergar tantas formas de vida. O Planeta é um ser vivo, tal como nós, e apesar de muitas vezes não darmos conta, está em constante mudança. Esta mutação é feita num período de tempo bastante mais longo do que o tempo de vida do ser humano, daí não repararmos.

A história do nosso planeta é feita de fases de construção e destruição, de aumentos e diminuições de temperatura e do nível do mar. Rapidamente percebemos que somos apenas ocupantes temporários e a hegemonia humana tem de ser posta em causa.

Chegou a altura de aceitarmos que as mudanças climáticas fazem parte de todo o processo natural de reinvenção do planeta e que cabe a nós o papel de nos adaptarmos e sobreviver, tal como os nossos antepassados fizeram.

As alterações climáticas não significam a nossa morte, mas sim a nossa mutação. Contrariando o nosso sentimento de poder e controlo, não foram as pessoas que criaram as alterações climáticas, mas podem ter acelerado todo o processo.

É uma chamada de alerta para repensarmos o habitat, a sociedade e a relação com o meio ambiente. Somos uma peça do jogo e não ditamos as regras.


Vamos jogar por um Mundo mais limpo e equilibrado. Muda a tua atitude!